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In English: Cosplay Portfolio (Updating) | SALES

15.10.17

Guardiões da Galáxia Vol.2

Guardiões da Galáxia Vol.2
James Gunn
Filme
2017
7 em 10

Repare-se que nunca vi o primeiro filme. O Qui prometeu-me que não seria difícil compreender este sem ver o anterior.

Os Guardiões da Galáxia são um grupo de aventureiros do espaço que, mais uma vez, se metem em problemas. Um deles encontra o seu pai perdido, um alienígena que o deixou na Terra, sendo que descobrimos que se trata de EGO, o planeta humano. Vão ter de encontrar uma solução apra que o universo não seja destruído na totalidade.

Para além disso, é um filme que se esforça por abordar as relações familiares e de amizade entre os personagens, com uma forte componente moral no respeitante a este assunto.

Filme muito divertido, cheio de pequenas piadas e auto-referências que só funcionam dentro do contexto. A parte mais espectacular são sem dúvida os efeitos especiais, que têm uma animação bastante realista e muito detalhada, com um valor de produção sem dúvida excepcional. Também a banda sonora tem imensos elementos referenciais e conjuga-se muito bem com as batalhas que vamos encontrando.

É entretenimento leve, muito divertido, sem grandes qualidades mas também sem nenhum especial defeito. Filme pipoca para pipocar. Pipoquemos.

13.10.17

The Suicide Club

The Suicide Club
Robert Louis Stevenson
1878
Contos

Juntei-me a um novo grupo de leitura que todos os meses irá propor um livro novo para petiscar. O primeiro que votámos foi este (votei nele porque o nome parecia interessante). É um volume que consiste em três contos de dimensões moderadas, todos interligados através das suas personagens.

A ideia inicial é realmente muito engraçada: dois amigos, muito ricos e poderosos politicamente, disfarçam-se para ir a sítios. Vão parar ao "Suicide Club", um clube de suicidas. A ideia de que este tipo de lugar poderia existir e o seu método de funcionamento são muito originais e uma fortíssima crítica social dentro da sua época. As personagens estão construídas de uma maneira tanto ácida como cómica, sendo que as suas atitudes, boas ou más, trazem sempre algum tipo de preversidade.

Agora, a partir da segunda história devo confessar que me senti um pouco confusa. A verdade é que todas as histórias estão ligadas de certa maneira, mas para quem não tinha uma expe3ctativa sobre isto a leitura acaba por se perder um pouco, já que o autor retira o foco inicial e dirige-o para outros lugares de que ninguém estava à espera.

Infelizmente a edição que li (e-book) era terrível, mas foi um livro que me deu gosto. :)

No Vazio da Onda

No Vazio da Onda - Trio e Quarteto
Robert Louis Stevenson
1894
Romance

Deste prolífico autor havia apenas lido a famosíssima "Ilha do Tesouro", pelo que nunca esperei voltar a encontrar-me com ele. Este livrinho revelou-se, infelizmente, uma chatice sem fim.

Nas ilhas do Pacífico existem muitos europeus que estão perdidos e querem voltar para casa. São criminosos, apátridas que não vêm maneira de sair das ilhas que tanto os aborrecem. Um dia, após várias conversações, um conjunto deles rouba um navio, tendo por base um grande esquema com condições monetárias favoráveis que envolve garrafas de champagne.

No trio vemos como estas pessoas se perdem no mar e o quão irresponsáveis são com a bebida. No quarteto, chegam finalmente a uma ilha, onde um misterioso europeu bem qualificado lhes apresenta a opção de redenção, apesar de os outros o quererem (e tentarem) matar.

O problema aqui não é tanto a história nem o tema, mas a forma como tudo está escrito. Os personagens são todos detestáveis e, por isso, é muito desinteressante ver o que eles estão a fazer, sendo que a maior parte do livro é isso. Também o ritmo da narrativa é demasiado lento e sem acções de grande consequência.

A sorte é que é muito pequeno.

Mobile Suit Gundam - Confrontation

Mobile Suit Gundam - Confrontation
Yoshiyuki Tomino
1981
Light Novel
 
O último volume da novel de Gundam! E a prova final de que o anime é completamente diferente. Na verdade, uma versão muito infantilizada dos acontecimentos.

Aqui, os personagens correm realmente risco de vida. E finalmente percebemos o que é realmente um NewType. As suas acções estão muito mais condimentadas com detalhes pessoais que dão toda uma dimensão emocional à história, sendo que as consequências das acções, os acidentes, as descobertas,, tudo isso contribui muito para a nossa percepção do que é a guerra no espaço.

Noutra nota, a intriga política é altamente detalhada e muito atemorizadora, pois ficamos a conhecer um pouco das mentes perversas dos que estão por detrás das grandes tragédias. A famílçia Zavi é apresentada de forma muito mais aberta, sendo-nos possível participar activamente nos seus dramas internos e naquilo que significam para o desenvolvimento das batalhas.

Desapontou-me um pouco o final, que me pareceu muito apressado e pouco detalhado.
 
Mas, no geral das três novels, gostei imenso de ver esta versão desta história de que tanto gosto! 

Mobile Suit Gundam Thunderbolt 2nd Season

Mobile Suit Gundam Thunderbolt 2nd Season
Matsuo Kou -  Sunrise
Anime OVA - 4 Episódios
2017
  6 em 10
 
Depois da primeira season de Thunderbolt, surgiu-me agora a oportunidade de ver a sua continuação.  Desapontou-me um pouco.

Desta vez vamos lutar, na eterna guerra entre Zeon e a Earth Federation, no próprio planeta terra. Este tipo de terreno dá azo a uma série de batalhas muito interessantes em que, numa das raríssimas vezes neste franchise, descobrimos que o Mobile Suit Gundam propriamente dito não é, de tpdp,. invencível e super-poderoso: também tem os seus calcanhares de aquiles.

A animação está tão boa como na primeira season e é-nos apresentada alguma maquinaria nova que é muito interessante de observar no seu espaço ideal. Também a banda sonora tem o brilhantismo a que fomos habituados. Aliás, recomendo vivamente a que tirem a banda sonora para a ouvirem com atenção, porque vale mesmo a pena!

No entanto, esta aparece como uma season de transição. Temos alguns personagens novos que são introduzidos, alguns elementos que não existiam no original mas que talvez possam vir a ser utilizados de maneira interessante, mas a reviravolta que acontece é muito ambígua e deixa-nos com água na boca para uma continuação.

Nesse aspecto, achei este anime bastante incompleto e, como estância individual, não o recomendaria. Veremos o que virá daí.
 

The Reflection

The Reflection
Nagahama Hiroshi - Studio Deen
Anime - 12 Episódios
2017
5 em 10

Outro anime da season que termina. Esta é o tipo de série que começa com uma premissa muito interessante mas que se perde completamente dentro do seu próprio conceito. Inspirada de maneira um pouco rígido na tradição do comic americano, distingue-se sobretudo por ter um design bastante diferente do habitual.

Ora, um dia na vida destas pessoas, acontece algo estranho: The Reflection. A partir daí, algumas das pessoas ficam com super-poderes, sendo que subitamente se vêm perseguidas por uma terrível organização. Isto é estranhamente semelhante a um certo comic americano, não é? O anime segue a vida deste conjunto de pessoas que são super-heróis, confrontando-as com diversas situações que têm tanto de fascinante como terrível. Mas a sucessão de acontecimentos acaba por facilmente previsível para quem tenha o mínimo de noção da estrutura da banda desenhada referida.

A arte é curiosa ao início, pois os designs estão muito ocidentalizados, assim como todo o sombreamento e cores. Temos a sensação de estar realmente a ler uma banda desenhada, pois os temas utilizados são muito reminiscentes desta, quer nos personagens quer nos próprios cenários. A animação não é, no entanto, extraordinária, sendo que o nível de produção não é especialmente notável.

A música é interessante, sobretudo a ED, sendo a banda sonora discreta mas, ainda assim, bastante eficiente.

Talvez este seja um bom anime introdutório ao universo da animação japonesa mas, fora isso, não lhe encontrei grandes qualidades.

Centaur no Nayami

Centaur no Nayami
 Oizaki Fumitoshi - Haoliners Animation League
Anime - 12 Episódios
2017
6 em 10

Mais uma season que termina e eu sempre atrasada com os animes sazonais... 

Escolhi ver este anime porque, recentemente, havia lido o manga. Não coloquei comentário aqui porque o manga anda está em publicação. O anime adapta os primeiros volumes, deixando ainda algum espaço para outras seasons, na eventualidade de a sua estrenheza ter surtido sucesso.

Neste universo, e para mim este é o foco mais interessante da história, os seres humanos dividem-se em várias raças bizarras. Existem faunos, anjos, centauros... Hime-chan é uma menina centauro, com preocupações de menina. Assim, temos um fatia-de-vida muito simples em que assistimos a alguns dilemas da adolescência, sempre com o curioso facto de esta vida diária ser protagonizada por seres estranhos.

Gosto sobretudo como essas partes foram animadas. Desde elementos como a roupa, até como utilizar a casa de banho ou fazer outras coisas normais, tudo é adaptado à anatomia em questão. Os personagens são amorosos, embora pouco definidos, o que torna o anime muito agradável de ver.

Também agradáveis são as cores, muito suaves, embora os designs e cenários tenham sido bastante reduzidos e se apresentem muito pouco detalhados. Já a música é bastante contraditória.

Apesar de ser um anime bizarro, gostei bastante dele. Gostaria que o manga continuasse giro, para o continuar a ler.



OUT.FEST 2017 - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro

OUT.FEST 2017 - Festival Internacional de Música Exploratória do Barreiro
Festival
No ano passado, havia desesperado porque não tinha ido a este festival. Portanto, este ano, acompanhada de alguns amigos e de um Qui, viajámos até à bela terra do Barreiro para experimentar um festival de música experimental. Ou exploratória, conforme dizem!

Chegados, comprámos o bilhete e aguardámos que permitissem a entrada. Ficou tudo um pouco atrasado, pois julgávamos que a entrada era na parte da frente, mas era uma mentira. Na verdade, era na parte lateral, junto à linha do comboio, onde o edifício de uma fábrica abandonada nos remetia para um lugar pleno de urbanismo artístico.

Analisámos o espaço. Em cada sala acontecia um concerto ou, se não tivesse condições para tal, tinha a exposição de um artista, provavelmente pertencente ao colectivo ADAO (espaço do festival). Eu espero um bocadinho de que talvez estes artistas e4stejam em residência. Enfim, cada sala era uma magia diferente, sendo que existiam instalações muito assustadores, enquanto que outras eram um pouco mais calmas.











Depois passámos aos concertos propriamente ditos.
Para começar vimos, na Sala das Colunas, um tal de Simon Crab. Era um senhor com um ar muito neutro que colocava sons num computador e tocava um pouco uma guitarra, acompanhado por uma rapariga com ar perdido que batia de vez em quando numa bateria e dizia poemas. Confesso que não foi a coisa mais interessante que vi nessa noite.

 

Depois, fomos até ao Palco Oficina para ver os cabeças de cartaz: This is Not This Heat. Esta banda vem de tempos mais antigos, em que chegou a ter outro nome. Agora, apresenta-se um colectivo com duas baterias, três guitarras, um clarinete estranho, violinos e tudo o mais que se possa pensar. Foi uma experiência absolutamente brutalizante! A forma como a banda experimentava todos os sons dos seus instrumentos, sempre seguindo uma batida militarizada, aterrorizante, com letras distópicas e um constante abuso dos sons enquanto elementos conceptuais. Uma música altamente detalhada, em muitas camadas, por vezes difícil de compreender, mas com um ritmo alucinante e irresistível. Foi a minha banda preferida da noite!


Cansados deste concerto, procurámos uma pausa. Sentar, talvez. Mas tal nunca veio a acontecer. Experimentámos a Sala de Jantar, onde tocava um tal de Jejuno. Não foi muito interessante, pelo que fomos embora. Repare-se então nas pessoas que estavam à nossa volta: um ambiente curioso, libertário, muito eclético, com representantes de todos os grupos urbanos, incluindo algumas pessoas que conhecia de vista. Note-se que estavam por ali umas cotas bezanas a fazer conversa com toda a gente, incluindo connosco. Fora isso, um ambiente muito agradável.

Seguidamente, tínhamos de escolher entre Black Dice e as Putas Bêbadas. Mas como estávamos já no palco principal, ficámos a ver os primeiros. Foi um concerto que me deixou dividida: por um lado, os produtores com as suas maquinarias, gritos e saltos estavam a criar um ambiente de caos com uma energia altamente dançável. Mas o tipo da guitarra, parecia mesmo que estava ali porque os amigos o tinham deixado. Até a tocar a estrelinha lá no céu se notava a sua enorme dificuldade em coordenar os dedos de forma a extrair um som que fizesse sentido. O efeito geral disto era um conjunto de sons que, efectivamente, não tinham sentido mas que, após a mistura, se tornavam numa sequência de ruído quase cardíaco.


Mais tarde soubemos que esta banda pertence ao estúdio dos Animal Collective, o que faz todo o sentido.

Acabou este concerto e vamos ver o que se passa na Sala das Colunas. O horário alterou-se, portanto quem lá está é o DJ Nigga Fox. É certo que, para algumas pessoas, o nome do senhor soa a ofensivo. Mas considerando que é um black de Angola, acho que pode escolher o nome que quiser! Ouvi, pela primeira vez, um género em expansão nesse país: "batida". É uma mistura de kuduro com as tonalidades mais progressivas da música electrónica, com um resultado muito mexido, muito interventivo e muito coreografado. Uma música perfeita para dançar!


Finalmente, subimos ao andar superior para ver o que estava a acontecer. Acabámos por sentar na Sala de Jantar a ver Gyur, um ser andrógino que estava totalmente focado a mexer num computador. Nunca chegámos a saber exactamente se estava a fazer música ou a jogar, pois foi o concerto mais impessoal e, ao mesmo tempo, mais introvertido que vi nos últimos tempos.

Em conclusão, devo dizer que foi uma experiência excelente, isto da música exploratória. Fiquei com vontade de ouvir todos eles em separado para saber realmente o que se passa por aí. O espaço é fantástico, o preço foi muito justo e valeu realmente a pena!

Para o ano, lá estarei de novo!

7.10.17

SALES

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It's a book with examples of typical manga characters. It only has pictures.

8€

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Very interesting manga about japanese folk stories

In French

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6.10.17

A Trilogia de Nova Îorque

A Trilogia de Nova Iorque
Paul Auster
1985
Romance 

Este é um conjunto de três romances de Paul Auster. Recebi no BookCrossing a ideia de que este conjunto é uma colecção de romances da juventude do autor que teriam ficado na gaveta se ele não se tivesse tornado extremamente popular. Depois de ler o volume, acho que partilho desse conceito.

Em cada uma das histórias existe um mistério, que é sempre igual: pessoas que estão atrás umas das outras, sem saberem exactamente porquê, e depois um dos interveniente sdesaparece para desespero do outro, que se torna num vadio.

Com constantes referências a livros e filmes, que o autor descreve (uma coisa que eu acho abominável na escrita, pois era o que eu fazia aos doze anos), acabamos por não ententder a ligação entre as histórias, quem é quem e o porquê de cada coisa acontecer. São mistérios sempre iguais, tudo muito repetitivo, como uma história que se decalca e recalca por três vezes seguidas.

Isto acaba por ser absolutamente aborrecido e nada motivador.

No me gustou. :<

Kingdom

Kingdom
Kamiya Jun - Studio Pierrot
Anime - 38 Episódios
2012
6 em 10

Este é o tipo de anime que, tendo uma sinopse muito interessante, se revela apenas mais uma diatribe de guerra shounenesca.

Estamos na China antiga. Confessemos que, pessoalmente, eu não conheço muito bem a história da China antiga. Mas vamos supor que o que acontece no anime é real. Um órfão de guerra junta-se a um nobre fugitivo e juntos irão encetar um golpe de estado. Este órfão torna-se, então, um maltrapilho guerreiro. E este é o problema essencial da série.

Se temos um conjunto de personagens com algum tipo de potencial, o facto de o anime não se dedicar de todo à trama política e, em vez disso, decidir investir-se em sucessivas cenas de acção, não permite que exista um desenvolvimento narrativo e de personagem que seria adequado a um anime com ambições tão épicas como este. Os designs são altamente simplificados (pelo menos em comparação com o manga - que não li) e, como dizia, as cenas de combate acontecem umas de seguida às outras, sem muita base teórica que nos permita achar tudo isto mais ou menos realista.

Também a própria acçlão não é de grande qualidade. Por alguma razão que nos transcende, decidiram utilizsar CG com cell shading em todas as cenas de acção, o que as torna muito pouco naturais, por mais atentos que estivessem às coreografias. Isto é, este anime poderia ter sido um grande shounen, se a animação das partes essenciais fosse completamente diferente.

A música é bastante repetitiva e as vozes pouco distinguíveis. Na verdade, penso que a utilização de actores com vozes muito fortes não contribui muito para o anime, pois dá.-lhe todo um aspecto sério que está constantemente a ser quebrado.

Portanto, um anime que não me impressionou, apesar de todo o seu potencial.

A Sociedade Medieval Portuguesa

A Sociedade Medieval Portuguesa - Aspectos de Vida Quotidiana
A. H. de Oliveira Marques
1959
História

Este foi um livro interessantíssimo que me veio parar às mãos no seguimento da minha TBR.

Explorando os anos entre o século XII e o início do século XV, o autor mostra-nos um pouco de como viviam as pessoas, ricas e pobres, nesta época que ficou conhecida por "Época Medieval". Através deste relato e exposição, ficamos a saber que esse tempo que ficou conhecido por "idade das t4revas", tinha muito mais detalhes da vida normal do que possamos imaginar.

Por exemplo, aprendi que não havia pratos nem garfos. E que os sapatos não tinham solas. Que as "pestes" eram todas as doenças epidemiológicas, que na época não eram distinguíveis. e temos mesmo uma receita de medicamento, difícil de concretizar nos dias de hoje porque precisa de um texugo vivo e de um sessenta e quatro avos de corno de "ulicórnio", xD xD

Este é um livro de história muito bem fundamentado: através dos escritos da época o autor consegue estabelecer uma associação de ideias e extrapolar a realidade do que estava escrito para o que terá realmente acontecido. Ficamos a saber algumas receitas culinárias (um pouco incompreensíveis, mas aparentemente muito saborosas), ficamos a saber como as pessoas se vestiam (sabiam que para a dama antiga era essencial aparentar uma gravidez em qualquer momento?), ficamos a saber quais os passatempos e mesmo os rituais da morte, isto é, os funerais.

Escrito com suficiente inocência para não se tornar extremamente aborrecido, este é um livro essencial para quem quiser conhecer um pouco melhor a história portuguesa.

26.9.17

The Books of Magic

The Books of Magic
Neil Gaiman
1990
Banda Desenhada

Comprei este livro na Spring It Con 2017, pois tinha lido um comentário no blog Ler BD em que falavam de recente edição portuguesa deste volume. Comprei a versão original, que era a que estava disponível. Além disso, tinha bastante curiosidade em experimentar este autor, do qual já tinha ouvido falar muito!

Foi-me dito que este livro era uma inspiração muito profunda para o universo e personagem de Harry Potter, mas penso que, para além do design do personagem principal, não existe muito em comum.

Timothy Hunter é um rapaz que anda de skate. Um dia é abordado por quatro misteriosas figuras de gabardine, que lhe revelam a opção de entrar no mundo da magia e se tornar um dos mais poderosos feiticeiros de que há memória. Para o ensinar, levam-no a vários lugares mágicos. Primeiro, mostram-lhe o passado, o início da magia. A arte é difusa, misteriosa, como se de um sonho se tratasse, sendo que nos são mostradas uma série de coisas que podem ter passado desapercebidas ao resto da humanidade mas que foram de suma importância para o mundo da magia. Depois, mostram-nos duas vertentes do presente. Numa arte pop e contemporânea, vemos os feiticeiros que vivem neste mundo, as criaturas e os magos, percebendo um pouco do que cada um tem para dizer e qual a sua posição nesta realidade. Por outro lado, com um tema clássico e quase infantil, viajamos até ao mundo das fadas, onde a magia tem todo um outro significado. Finalmente, vamos até ao futuro. E o que será que o futuro nos reserva?

Este livro é uma fascinante perspectiva da magia no universo DC, sendo que em muitos painéis nos são mostradas personagens desta equipa, que continuam sempre tendo influência tanto no mundo real como no mundo mágico. O autor faz também referência a outras das suas obras, de forma bastante discreta mas ainda assim fulcral para o desenvolvimento da história.

Para mim, o principal defeito deste álbum é que ficam muitas coisas por explicar que gostaríamos de ver explicadas. Ficarei morta de curiosidade em saber para que serve aquela chave, por exemplo.

De resto, uma história épica e filosófica cimentada por uma arte brilhante.

25.9.17

As Lojas de Canela

As Lojas de Canela
Bruno Schulz
1934
Contos

Ainda no outro dia falava eu de autores que se remetem a uma infância perdida. Este senhor, que originalmente era pintor, fá-lo de uma forma surpreendente!

Revelando-nos as suas perspectivas sobre a infância, Schulz conta-nos histórias improváveis e altamente estranhas protagonizadas por ele próprio e pela sua família. Assim, temos bizarras aventuras com pássaros tropicais e manequins de costura, sem falar de todas as misteriosas ruas por onde este jovem passa.

O autor não se admite como um "rapaz cheio de imaginação": durante todos os contos acreditamos plenamente que esta criança está realmente a viver estes fenómenos e que eles fazem parte de um universo surrealista altamente detalhado, que não é de todo inocente. Só num dos contos finais nos é revelado que afinal nem tudo é tão onírico como poderíamos pensar.

Escrito de forma directa, mas fazendo uso de uma imagética muito visual e detalhada, é um conjunto de histórias que nos faz sonhar.

Adorei!

Gloria In Excelsis - Histórias Portuguesas de Natal

Gloria In Excelsis - Histórias Portuguesas de Natal
 Antologia de Vasco Graça Moura
2003
Contos

Apesar de estar um pouco fora de época, li esta antologia de contos de Natal. 

É uma antologia curiosa, pois reúne alguns dos raros exemplos que a literatura portuguesa tem para oferecer sobre este tema a partir do século XIX. Conforme explicado pelo redactor da antologia no seu prefácio, antes disto a ficção narrativa com o tema natalício era muito incomum, devido à conotação altamente religiosa da data.

São histórias muito interessantes que nos revelam muito sobre a vida e tradição da época ao longo dos tempos. Os temas são recorrentes: a solidão, a família, o encontro, o milagre. Muitas delas são tristes, mas há outras muito engraçadas. Cada uma conta uma pequena aventura no dia de Natal, umas muito importantes, outras corriqueiras.

Acho curioso ver que nas histórias mais antigas há muito a noção da pobreza e do miserável enquanto sofredor, enquanto que nas mais modernas há mais uma celebração da festa enquanto dia normal que possui, por acaso, uma tradição.

É um livro muito interessante e achei a escolha dos contos brilhante!