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In English: Cosplay Portfolio (Updating) | SALES

24.11.17

Boogie Nights

Boogie Nights
Paul Thomas Anderson
1997
Filme
6 em 10

Dizia-me o Qui que este filme é uma grande lição em cinema. Na verdade, sim, é. E eu gostei imenso do filme, que até agora me estou a rir com ele. No entanto, alguns detalhes impedem-me de dar uma nota superior. Vejamos.
 
Este filme fala sobre o início da indústria da pornografia tal como a conhecemos (será que conhecemos?). Um realizador de filmes pornográficos descobre um rapaz, que se passará a chamar Dirk Diggler, que tem um pénis gigantesco. Logo, ganha a fama e o poder. No entanto, a fata de formação aparente neste grupo de rejeitados e um consumo de drogas desenfreado, leva à quebra das relações entre eles e a um lugar do género fundo do poço. Felizmente, temos um final essperançoso e agradável.

Apesar da relação entre os personagens ser o foco principal da história, como se tivéssemos aqui uma família de pessoas altamente perturbadas que se unem na causa comum de fazer pornografia, e de termos algumas revelações bastante fortes no contexto da narrativa, penso que o autor poderia ter utilizado menos este filme como uma diversão e estudo de personagem e mais como forma de demarcar uma posição e lançar para o ar algumas dúvidas e opiniões que, sem dúvida, assolam o mundo retratado. Falo, por exemplo, da prostituição, das doenças sexualmente transmissíveis, do tráfico humano, etc. O autor parece evitar propositadamente estes assuntos, de forma a fazer um filme contente em que acaba tudo pelo melhor, mas isso, para mim, parece-me menos um erro do que uma irresponsabilidade social.

De resto, temos algumas cenas de grande qualidade cinematográfica, com uma banda sonora inesquecível, e uma sucessão de cenas altamente divertidas que certamente nos ficarão guardadas na memória!

Os Dragões do Éden

Os Dragões do Éden
Carl Sagan
1977
Ensaio

Este é um livro de divulgação científica pelo famoso Carl Sagan que tanto nos ensinou sobre o corpo humano e os aliens.

Infelizmente, considerando que eu até tenho umas bases sobre o assunto tratado, este livro peca por ter sido escrito em 1977. É que em quarenta anos muitas coisas aconteceram e mudaram e, por isso, é um livro de divulgação científica que está absolutamente desactualizado!

Carl Sagan fala-nos sobre a magia e os meandros do cérebro, esse órgão misterioso. No fundo, ele tenta estabelecer um paralelismo com o tamanho do cérebro e as suas funcionalidades, explorando temas como a memória, o sonho e estado de vigília, e terminando num debate bastante válido que é a definição de qual o momento em que se inicia a consciência humana.

No entanto, o autor esforça-se por fazer uma série de comparações entre os animais que nos estão mais próximos (e ainda assim sem considerar a proximidade filogenética), coisa que não pode ser feita sem se utilizar um conceito, não assim tão recente, que se chama "inteligência funcional". Isto, para mim, torna o livro especista e muito injusto para com as outras formas de vida que vivem à nossa volta. O autor também faz algumas comparações desnecessárias, como o tamanho do cérebro entre géneros e argumentos nessa onda.

De todos os modos, é um livro bem escrito e ainda me ensinou algumas coisas sobre austrolopitecos. Mas não posso dizer que o recomendaria.

Flanders no Inu

Flanders no Inu
Kuroda Yoshio - Nippon Animation
Anime - Filme
1997
5 em 10

Depois de ter visto a série, faltava-me o filme. Vimo-lo agora, para grande pânico do Qui que não queria ver um filme infantil.

Este filme é essencialmente um resumo da série original de 1975. Cortam alguns detalhes, mas no essencial está tudo lá, desde os momentos bons do início à sucessão de tragédias que vão decorrendo à medida que nos aproximamos do fim. Mais uma vez, Nello é uma vítima inconsequente, em que tudo de errado lhe acontece e o seu desespero leva a que a sua própria estupidez tenha consequências muito negativas.

Portanto, falemos dos outros aspectos:

A arte é muito fraca para o ano de produção, fazendo uso de técnicas ultrapassadas e poupando orçamento em lugares por demais evidentes, o que torna o visionamento um pouco desagradável em em alguns momentos. Mesmo no final, gastam o dinheiro todo desnecessariamente em animação digital de cenário state of the art, o que poderia ter sido evitado. Os únicos aspectos realmente agradáveis são os cenários bucólicos que preenchem o ecrã a todo o momento.

Musicalmente, também temos um anime bastante inferior ao esperado, com uma banda sonora repetitiva e pouco original.

Dizem ser o filme de anime mais comovente de sempre, mas para mim foi pouco intenso. 

19.11.17

Lisboa Games Week 2017

Lisboa Games Week 2017
Evento
Pelo terceiro ano consecutivo, tive a sorte de poder ir a este evento de referência no mundo dos jogos, desta feita acompanhada pelo fotógrafo Zé Gato. :) Essencialmente, fui fazer um skit com um fato que queria estrear há algum tempo, o Count D de Petshop of Horrors, mas que por acaso nem sequer combinava, em tema ou em contexto, com o evento propriamente dito.

Mas comecemos por falar do dia! =D

Mas antes do concurso o que se passou foi
 
O que se passou foi que no dia anterior tive um ataque de pânico e desespero por estar tão impossivelmente nervosa para o espectáculo. A minha confiança estava absolutamente destruída: o Count D é um fato que está um pouco fora da minha zona de conforto e, como não tem nada a ver com jogos, não sabia como ia ser a sua recepção. E, no fundo, aquele medo intrínseco qde que depois digam mal da gente porque estamos esquisitos.
 
Coloquei todo o fato, menos a luva e a peruca, e um casaco e passei para buscar o Zé Gato. Ainda tínhamos de passar na casa da minha mãe, para eu por as lentes que tinham chegado precisamente umas horas depois de eu me ter ido embora de lá por uns dias. E, lá chegada, cheguei à conclusão de que o pior... Bem, não o pior, mas uma coisa bastante chata... Que o pior tinha acontecido!
 
Pois é: no trajecto automobilístico entre a Cova da Piedade e a zona fronteiriça de Lisboa o fato RASGOU-SE! Não, não se descoseu: o tecido esgarçou e rasgou! Tentei rementá-lo com linha e agulha, mas na chegada ao evento mais rasgado estava. Conclusão: sobreestimei a minha capacidade de emagrecer e, no fim de contas, devia mazé ter feito o fato quatro centímetros mais largo na anca. Estou para ver como vou resolver aqui o assunto...
 
Entretanto, chegámos ao evento e o Zé Gato entrou gratuitamente com o seu fantástico cosplay de Peter Parker. Então, fomos à procura da banca do SOS Cosplay para confirmar a minha inscrição. Andámos por todo o lado. De trás para a frente, nos dois pavilhões. Encontrei a banca da Weatherlight Workshop, onde eu estava convencida que seria o SOS Cosplay, onde ela teve a amizade de nos indicar o sítio certo (por onde já tínhamos passado e não havia qualquer indicação) e guardar a minha mala de viagem que continha uma troca de roupa.
 
E, logo de seguida...
 
Concursemos!
 
Um concurso cheio de gente! Fantástico! Vinte pessoas, talvez até mais, todos a fazer as suas coisinhas! Muito bom! =D Eu era a oitava neste concurso super bem disposto e disponível, onde até um jovem que não estava inscrito se motivou para ir fazer um skit em cima da hora! :) Foi um concurso muito divertido até onde vi porque, confesso, não vi todos os concorrentes.
 
A minha cena era uma música da Rita Lee com uns laivos feministas. O que eu queria dizer desta vez é que, estando todos nós tão focades em dizer NÃO, também temos o DIREITO de dizer SIM. Por isso, todes aqueles que se identifiquem com o género feminino, peguem no eexemplo e sejam LIVRES para fazer aquilo que mais gostarem e amarem, sem se preocuparem com o que os outros vão pensar! De resto, foi um skit difícil em termos físicos, porque o fato do Count D tem um corpete, um binder e mais duas cintas e eu estava toda apertadinha em modo chouriça transmoontana da China, acrescentando uns saltos que me espantam pelo facto de, há uns anos atrás, eu os usar todo o dia todos os dias.
 
A quem queira ver o sukito, está na minha página de cosplay: Cosplay Portfolio by ladyxzeus =D
 
Os vencedores eram claros dentro do nosso conjunto e os prémios eram fantásticos! Uma consola é um prémio excelente! Isto é, no meu caso nem por isso porque eu não jogo jogos, mas afinal de contas este é um evento de jogos! Só não gostei muito, sem querer dramatizar, de uma dica de uma das juris: que ama League of Legends e que LoL é a coisa favorita dela. Até pode ser verdade, mas quando um jurado diz isto parece que a avaliação vai ter/teve um bias. O que provavelmente até é uma mentira completa, mas é o que soa. Temos de ter cada vez mais cuidado com as palavras que escolhemos. :( De todas as formas, este é um dos concursos em que mais gosto tenho em participar, sobretudo porque podemos falar com os apresentadores, também jurados, sobre o que o cosplay significa para nós, como fizemos o fato, porque o fizemos. Na verdade, eles estão genuinamente curiosos sobre todos nós e é um sentimento fantástico! =D
 
Deixo-vos algumas
 
Fotos do Concurso
 
 














Assim que acabou a minha parte, fui logo buscar a minha mala (volto a agradecer imenso pelo favor de me deixarem deixá-la na banca! :) ) e trocar de roupa. Estava quase num estado de semi-inconsciência com aquele fato e queria, mais que tudo, libertar o meu tórax de um milhão de cintas elásticas. Infelizmente, não havia sítio conhecido para trocar de roupa, pelo que tive de fazer uma ginástica de cubículo de casa de banho para me ver livre de ser uma chouriça para sempre.

Só depois vimos o evento. O espaço, este ano, apesar de um pouco maior, não estava de todo bem organizado. Não havia mapa disponível do evento (pelo menos nunca o encontrámos) e era muito difícil de encontrar a maior parte das coisas. Os jogos tinham todos filas gargantuaescas, apesar da imposição da maioria de apenas cinco minutos de jogo por participante. Pois, ainda não foi desta que experimentei a realidade virtual, que estou ansiosa por experimentar um dia destes! No entanto, consegui jogar um joguinho retro muito engraçado. Teria ficado lá mais tempo se a minha incapacidade não me tivesse impedido de aprender como raio é que o boneco atacava os maus.

A parte mais interessante, para mim, foi mesmo o retrogaming. Era muito variado e tinha montes de coisas giras para ver. Muito do espaço estava ocupado com coisas que não me fascinam especialmente, como youtubers, torneios de vários jogos e actividades físicas geeks, como wrestling (?) e corridas de drones. Alguns espaços apresentavam os novos jogos, sendo que também foi giro estar a ver as apresentações. As lojas eram variadas, apesar de estarem com preços muito caros e pouco competitivos. Nota-se que as lojas estão a apostar em vender para um público desinformado. Os artistas, que são bons artistas, estavam todos baralhados: foram separados em várias zonas nos dois pavilhões, muito mal localizados. Um grupo deles ficou condenado a ficar atrás dos soldadinhos de chumbo, que se esforçavam arduamente para convencer os putos a ir para o Call of Duty da vida real, onde só tens uma vida para gastar e, portanto, é um jogo muito mais interessante (sqn).










































Em termos alimentares, o evento não tinha grande coisa para oferecer, mas esforçou-se. Quando fomos almo-lanchar um hambúrguer de cinco euros que era suposto ter, além de queijo e hambúrguer, agriões e cebola caramelizada e nos é dado um hambúrguer com queijo num pão gelado e duro... Com uma antipatia imensa... Ficamos a pensar que mal fizemos nós! D: Em compensação, comprei um suminho nipónico que tinha gelatinas lá dentro e gostei muito, soube-me mesmo bem!

Mas, de que falamos nós? Falta o mais importante!

FOTOS COSPLAICAS


















E assim se concluiu mais um dia de evento. Muito, mas muito, mas muuuuito cansativo! Fomos comer à tasca e ficámos bem e, entre mortos e feridos, lá correu tudo direitinho. Espero que para o ano o espaço esteja é um bocadinho menos confuso, porque tal como está é uma canseira ir de um lado para o outro!

É sim, é essa a dica: até para o ano! =D =D