21.2.17

Joukamachi no Dandelion

Joukamachi no Dandelion
Akitaya Noriyaki - Production IMS
Anime - 12 Episódios
2015
6 em 10

Inspirado num 4-koma, este é um anime engraçado que fala da vida diária de nove irmãos. Que por sinal são todos da realeza, apesar de tentarem fazer uma vida normal. E que... Têm super-poderes! Neste momento estão em campanha para que seja eleito o novo rei e, por isso, são constantemente finlmados. I nfelizmente, Akane (uma das irmãs do meio) não gosta nada disso... Qual será o resultado?

Uma série colorida, simpática, com os seus momentos de piada e um conjunto de personagtens que tem o seu interesse relativo, na medida em que não sofrem nenhum desenvolvimento em especial. Claro que isso seria bastante difícil, já que temos 12 episódios para 9 irmãos. Também os poderes são muito variáveis entre todos, se ndo que alguns estão muito bem pensados e outros são demasiado vulgares. Por exemplo, adorei o poder da menina mais nova, que pode falar com todas as coisas, animais, plantas, objectos, enfim, todas as coisas que não falam! Que jeitaço me daria este poder para o meu trabalho, hahaha.

A animação está bastante satisfatória, apesar de ser mais utilizada quando os poderes estão em acão e isso não acontecer muitas vezes. Por um lado, até é bom, porque não cansa demasiado.

A música é um pouco açucarada demais para o contexto da série, mas é aceitável.

Um anime simpático e curto. Afinal, vi-o todo hoje. :3

Mahoraba: Heartful Days

Mahoraba: Heartful Days
Kimura Shinichiro - J.C. Staff
Anime - 26 Episódios
2005
5 em 10

Um fatia-de-vida incapaz, horroroso e pleno de sentimentos maus. Mahoraba é um exercício à paciência de qualquer pessoa que tenha no mínimo duas pontes sinápticas.

Um rapaz com voz de rapariga e aspecto de rapariga, vai viver para uma casa onde só vivem raparigas e um homem que tem uma marioneta com voz de rapariga. Supostamente são quase todos adultos, mas todos têm um ar infantil e não têm dedos dos pés. O anime mostra as suas aventuras diárias enquanto elementos decorativos de uma caixa de papelão, já que nenhum deles apresenta qualquer tipo de personalidade palpável para além da única e una característica que, para além da or do cabelo, faz com que se distingam os dos outros.

As aventuras, supostamente muito cândidas e engraçadas, são irritantes o suficiente para fazer espumar qualquer um. Para mais, não temos uma arte a que se possa chamar arte, pois tanto os designs são básicos, como os cenários são básicos, como a animação é simplesmente inexistente.

A música é pop e pouco mais. As vozes são gritantemente histéricas e é impossível ver isto com colunas ligadas muito alto.

Enfim, um falhanço completo.

O Meu Irmão

O Meu Irmão
Afonso Reis Cabral
2014
Romance

Dizia eu ainda há pouco qe já não confiava no prémio Leya. Assim, quando me enviaram este livro na Troca de Natal do BookCrossing, fiquei de pé atrás. Para mais, o autor esreveu-o aos 24 anos. E pela descrição na aba do livro, parece um belíssimo cromo. No entanto, temos de admitir: este cromo escreve bem para cacete!

Este livro fala de sobre muito mais do que pensaríamos inicialmente. Um homem, professor na faculdade de letras, tem quatro irmãs mais velhas e um irmão mais novo. Este, tem síndrome de Down. Quando os pais morrem, ele decide - contra todas as expetativas - ficar com a guarda de Miguel, o rapaz deficiente (que, por esta altura, já tem quarenta anos). A história começa quando eles vão para a pequena aldeia do Tojal passar uma semana, tendo apenas uma única amília, ela própria com seus problemas, como vizinhos.

Poderíamos pensar que este livro se completaria como uma comiseração do problema da deficiência. No entanto, o autor trata-a de forma crua e, precisamente por isso, muito realista. Ter um "mongolóide" à sua guarda não é tarefa fácil, por mais que nos esforcemos por provocar o amor, e o autor consegue fazer com que essa questão se reflicta nos seus personagens.

Também não é um livro que fale do isolamento das aldeias portuguesas (tema recorrente na nossa literatura), sendo que esta aparece mais como pano de fundo para o desenvolvimento do personagem do que outra coisa.

e é esse o ponto que roça a genialidade deste livro. A história não é sobre o deficiente. A história não é, de todo, sobre os problemas que estas pessoas enfrentam no dia a dia. Aliás, todos eles são frequentemente referidos como seres inferiores que podem aser troçados e abusados pelos elementos mais fortes, contra todas as expectativas do políticamente correcto. Este livro, na verdade, fala sobre a incapacidade de um homem em sentir uma ligação emocional com os outros. Sendo que, neste momento, o foco é o irmão deficiente.

Por isso a sua luta constante contra o sujeito de afecto do irmão. Por isso o forçar constante por regr4as, por obediência, por uma estabilidade que seria impossível, devido aos problemas físicos e mentais do rapaz. Este é um livro que fala sobre uma pessoa horrível. E a forma como o autor nos demonstra isso, a nos que até nos identificávamos com o narrador e compreendíamos a sua dor, é feita com uma subtileza e mestria arrepiantes.

Por isso, gostaria de mandar um mail a este rapaz dizendo: sois um cromo, mas escreves pra caralho.

The Edge of Seventeen

The Edge of Seventeen
Kelly Fremon Craig
2016
Filme
6 em 10

O Qui tinha visto este filme na noite anterior, enquanto eu estava a dormir, e achou bem mostrar-mo enquanto estávamos a jantar. Fiquei logo colada e tive de o ver até ao fim! Desculpa Qui! <3

Um filme adolescente que fala sobre problemas adolescentes, com uma perspectiva moderna e bastante realista. Nadine sempre foi uma miúda um pouco deslocada, sempre ofuscada pelo permanente brilho do irmão, que tem sucesso em tudo. Mas tem uma amiga, Krista. Quando esta e o irmao começam anamorar, a vida de Nadine começa a andar sobre si própria e ela fica perdida sem saber o que fazer, contemplando a ideia de suicídio e procurando fazer novos amigos sem sucesso.

De certa forma, identifiquei-me bastante com Nadine. O seu diálogo está escrito de forma a transmitir uma completa inadaptação, isto é, uma incapacidade para escolher as palavras certas no momento certo. Ainda assim, o discurso é muito real e mostra-nos um pouco de como os adolescentes são nos dias de hoje: a vida contiua a ser igualmente difícil para todos, tal como o era no meu tempo. :p

Apreciei também a escolha de vestuário e guarda-roupa, mas relativamente a técnicas e cenários o filme pareceu-me muito simples.

Para além disso, achei desnecessário que acabasse tudo em bem, com toda a gente plenamente adaptada e feliz. Para um problema como o desta miúda, acho que tudo deveria ter sido um pouco mais complicad. Por outro lado, se assim fosse já não caberia numa longa-metragem.

De todos os modos, recomendo este filme para quem quiser ter um blast to the past com memórias dos nossos próprios acontecimentos.

Aventuras do Barão de Münchausen

Aventuras d Barão de Münchausen
Rudolph Erich Raspe
1785
Contos

Depois de ter visto o filme, manifestei o meu interesse em ler o livro que lhe havia dado origem. Imediatamente, um amigo do BookCrossing disponibilizou-se para mo enviar, pelo que aqui está ele. :)

É um livro muito juvenil, mas ainda assim bastante engraçado. Conta as peripécias deste Barão, que fez de tudo um pouco, desde participar na guerra na Rússia, a lutar contra os misteriosos "turcos", sendo que depois se torna amigo deles. Para mais, faz viagens à lua e tem diversas aventuras marítimas, por vezes ajudado por um grupo de companheiros com talentos altamente especializados.

As histórias são inusitadas, sendo que é precisamente aí que reside toda a piada do livro. Está tudo narrado como se fosse perfeitamente plausível uma pessoa fazer todas estas coisas, com descrições muito vivas do que poderia ter motivado os acontecimentos. Cada história e seus intervenientes são a mais pura delícia.

Gostaria de manter este livro a circular, portanto, quem o quer eceber agora? :)

Lady MacBeth Não Morreu

Lady MacBeth Não Morreu
O Grito
Teatro

Fomos ao teatro! Queria ter visto esta peça quando este integrada na Mostra de Teatro de Almada, mas não houve oportunidade. Assim, aproveitámos a reposição, no Teatro Esúdio António-Assunção (Teatro Extremo).

Um texto trabalhado sobre o origina de Shakespeare, acaba por perder - progressivamente - as sua força, à medida em que a personagem e as varias personalidades dentro dela se manifestam em assuntos cada vez mais próximos da nossa realidade. Seria realmente necessário falar dos refugiados? Quem sabe.

No entanto, temos uma interpretação fortíssima, absolutamente cortante, com uma actriz extraordinária que faz um trabalho muito difícil mas, mesmo assim, exacto. A encenação estava montada de forma a que o público se mantivesse em círculo de volta da personagem e do ceu diminuto cenário, sendo que ela olhava directamente para nós (tanto que uma vez olhou para mim se se tropeçou, mas resolveu-se tudo :p ). Talvez o único defeito deste método é que ela esteve a maior parte do tempo virada de costas para grande parte de nós, sendo que poderiam ter optado por posições um pouco diferentes.

Também gostei muito do jogo de luzes, que alterava completamente a perspectiva de cada uma das visões da personagem.

Conclusão: temos de ir mais ao teatro!

Batman (1989)

Batman (1989)
Tim Burton
Filme
1989
6 em 10

Ignorem a minha classificação, pois a um nível puramente pessoal adorei este filme, que é um dos preferidos do Qui (que foi quem mo mostrou). =D

Realizado por Tim Burto, este foi um dos primeiros filmes de Batman e o primeiro a introduzir alguns elementos icónicos (como o símbolo sobre amarelo). Também introduziu a famosa música que depois veio a ser a abertura dos famosos desenhos animados que, penso, todos conhecemos.

Este filme recorda-me a banda desenhada clássica, quer pela sua estética quer pela sua leveza em termos narrativos. é um filme que, ao contrário do que fazem hoje em dia, mostra os heróis como verdadeiros heróis, sem falha e sem mácula, e os vilões verdadeiramente maléficos. Existem alguns elementos que podem ser criticados, como a origem do Joker e tudo o mais, assim como a própria atitude de Bruce Wayne, que aparece ligeiramente fragilizado e pronto para se apaixonar, mas tudo isto faz sentido dentro do contesxto deste filme, já que na altura era uma raridade que as sequelas fossem planeadas desde o início.

Terei de deixar uma nota de excelência para Jack Nicholson, que faz um Joker absolutamente pérfido e apaixonante, abordando o personagem com uma loucura quasi abstracta que só seria possível com um excelente trabalho de actor.

Portanto, ignorem o mediano e curtam simplesmente do filme. Dei esta nota porque os efeitos especiais são um pouco terríveis.