Categorias

Explore this Blog!

Em Português: Anime | Manga | Cosplay | Livros| Banda Desenhada | Filmes | Teatro | Eventos

In English: Cosplay Portfolio (Updating) | SALES

18.4.18

Poemas Escolhidos

Poemas Escolhidos
Carlos Simão José
1990
Poesia

Este é um livro importante, pois reúne alguma da poesia de um membro afastado da família, o irmão do meu falecido avô materno.

São poemas muito simples e directos, com rimas fáceis e que bem combinam. Os temas são a própria identidade do autor e a sua relação com a sociedade que o rodeia.

Assim, temos um conjunto de poemas curtos, na maior parte das vezes, que transmitem com uma perfeita exactidão o sentimento do autor em relação a si próprio. Partilha, então, um sentimento de ausência e de auto-aceitação enquanto pessoa frágil e imperfeita.

Partilho como imagem de abertura desta entrada o poema que mais gostei de todo o livro. Umeu simples, directo, com um sorriso de contemplação. :)

Que Pais? Que Filhos?

Que Pais? Que Filhos?
Evelyne Sullerot
1992
Sociologia


Quando se tem uma lista de leitura que se compõe da biblioteca de outra pessoa, é natural que nos deparemos com livros um pouco estranhos. Este é um deles.

Nos anos 80 e 90, esta autora lutou pela emancipação feminina, pelos direitos das mulheres enquanto trabalhadoras, mães e indivíduos, para que o acesso à contracepção fosse o melhor possível e coisas do género. Alguns anos mais tarde, a senhora mudou radicalmente de posição ao analisar o quão os homens são injustiçados nesta questão de ter filhos.

A autora, fazendo uso de uma bibliografia um pouco enviesada, dá um contexto histórico sobre a importância social do homem enquanto "pai", argumentando que a liberdade das mmulheres as tornou em entidades maléficas que desejam ter "filhos sem pai". Isto, na opinião da senhora, é contra o "casamento tradicional" e prejudica em muito as crianças, que têm como figura paterna o homem que vive em "concubinato" com a mulher.

O que a autora parece esquecer é que o divórcio, enquanto direito, não existe como forma de emancipação feminina mas sim como forma de segurança feminina. Ela aterroriza o leitor argumentando que a mulher, enquanto humanidade, é uma entidade satanista e horrenda que deseja ter filhos "só para ela" e que manipula o homem, que o usa, para ter os filhos "só dela".

O que a autora não sabia na altura é que o conceito de "família tradicional" está, vinte anos mais tarde, suficientemente diluído para que tudo o que ela diz não faça qualquer tipo de sentido.

Boa tentativa, cara amiga. Vai agora à tua igreja fascista.

O Perfume

O Perfume
Tom Tykwer
2006
Filme
6 em 10

Apanhámos este filme na televisão e acabámos por ficar a vê-lo. Eu havia lido o livro do qual foi adaptado há muitos anos e lembrava-me de alguns elementos. No entanto, não me recordo assim tão bem dele para que possa fazer uma comparação à adaptação cinematográfica.

Um bebé é encontrado no meio do lixo, após a sua própria mãe o matar. Vem a tornar-se um adulto que conhece intimamente os cheiros das coisas. O seu extraordinário olfacto leva-lo-á a fabricar perfumes e a buscar o perfume perfeito, aquele que lhe dará um cheiro único. Para isso, irá cometer uma série de assassinatos de mulheres com uma "beleza diferente" e tentar preservar o seu cheiro para que, no final, consiga obter um perfume que seja lembrado para sempre.

Se a história é bastante original, acabam por não ser os assassinatos e a trama policial o menos atraente neste filme. Na verdade, acabei por me focar mais na teoria dos perfumistas e na técnica de como fabricar um perfume nesse tempo ido, que é bastante curiosa e está bem retratada no filme.

Tudo o resto falha um pouco, quer pelos actores pouco convincentes quer pela caracterização história que não foi feita da melhor forma, apresentando graves erros. Também os cenários são pouco realistas, sendo que os mesmos lugares se sucedem em cenas diferentes, tornando tudo um pouco aborrecido.

De uma forma ou de outra, o filme ficou-me na memória e quase fiquei com vontade de voltar a ler o livro. :)

13.4.18

À Procura de Sana

À Procura de Sana
Richard Zimler
2012
Romance

Este é mais um romance de Richard Zimler, desta feita recebido através do BookCrossing (já não recebia nada há algum tempo! =D )

O próprio Zimler é o personagem principal, um escritor/jornalista que tenta decifrar a morte de uma bailarina e acaba por descobrir mais do que queria acerca dos eventos que causaram a corrente guerra no Médio Oriente.

É um livro simples, mas que tem várias camadas e realidades, sendo que por vezes se torna difícil distinguir o que é real do que é fantasia, tornando a viagem até ao âmago do mistério numa sucessão de voltas que, a maior parte das vezes, não dão em lugar nenhum. Mas a minha questão principal com este livro é a falta de idoneidade e neutralidade nesse assunto tão delicado que é a guerra Palestino-Israelita.

Compreendo que o autor seja judeu e que, por isso, tenha sempre uma tendência a defender um dos lados. No entanto, a forma como tudo foi abordado culpabiliza por coisas demasiado grandes para o universo de Zimler, os personagens mais frágeis e com mais ligação à sua tradição.

Assim, esta visão literária é não só confusa como altamente enviesada e, portanto, injusta.

Fiquei muito desapontada.

Viúva Por Um Ano

Viúva Por Um Ano
John Irving
1998
Romance

Após livros sem fim de John Irving, chega a altura de, mais uma vez, ler este autor. E, mais uma vez, foi um livro que me causou uma irritação sem precedentes.

O livro chama-se "Viúva por um ano", mas não fala de viúva alguma até ao capítulo final. Vinte páginas de seiscentas e muitas, aí está o mote do livro. De resto, o livro fala de como todos (todos) os seus personagens são escritores e como se tornaram (todos) escritores. Fala das conquistas sexuais maiores e menores de todos, entrando em detalhes muito, mas mesmo muito importantes, sobre todos/as amantes de todos/as personagens, nomeadamente os seus nomes, quem são, o que fizeram e o que farão, mesmo que isso não contribua em nada para o desenvolvimento da história.

Aliás, durante este tempo todo não sabemos exactamente o que é que o autor nos quer contar. Penso que ele nos quer contar que é escritor e que, por isso, todas as suas personagens são escritoras. Referi que o autor é escritor e um muito popular escritor? É que ele escreve e faz questão de o transmitir através das personagens todas, que não passam de reflexos dele mesmo, daquilo que ele gostaria de ser e daquilo que ele gostava que os outros personagens fossem.

Repetem-se temas dos seus livros anteriores (uma perna com um sapato, etc.) e repetem-se os conceitos, uma e outra vez.

Este monstruoso romance não passa de mais um exercício de auto-contemplação e masturbação intelectual do autor.
 

Wonder Wheel

Wonder Wheel
Woody Allen
2017
Filme
5 em 10

Quem me conhece sabe que o Woody Allen não é o meu realizador favorito e que tenho uma especial antipatia por todos os filmes em que ele aparece a fazer dele mesmo. Tendo o Qui prometido que, neste caso, ele não iria aparecer, aceitei ver a sua última obra.

Num parque de diversões, uma família vive os seus problemas. O homem é um alcóolico em recuperação, a mulher queria ser artista e o filho desta é piromaníaco. De repente, aparece a filha do primeiro casamento do homem, que foge de uma relação abusiva com um gangster. Entretanto, triângulos amorosos se desenrolam e existe o Justin Timberlake.

Este filme tinha bastante potencial, não fossem as personagens. Apesar de os actores, especialmente Kate Winslet, se esforçarem ao máximo para tirar alguma coisa daqui, todos estes personagens têm uma sobreprodução que lhes dá um ar falso e pouco realista. Os desejos deles são muito simples, e - precisamente por isso - a resolução dos conflitos acaba por ser extremamente previsível e aborrecida.

Quanto à narrativa em si, peca pela simplicidade e por ser bastante inconclusiva. Isto é, penso que o autor transmitiu bem a sua ideia de "roda gigante" (um momento em cima, outro momento em baixo), mas os actos das personagens foram tão intensos, na sua perspectiva, que se calhar não se deveria abordar a conclusão com tanta falta de intenção.

Um filme que se vê bem, mas que será rapidamente esquecido.

Anisama 2018

Anisama 2018
Evento
E, à terceira semana, os deuses disseram: "vais a mais um evento de anime e cosplê a ver se te atinas" :p Então, fomos ao Anisama! Depois de ter ido no seu primeiro ano, ainda num outro espaço, estava bastante curiosa sobre como seria esta edição. Preparei um skit, pus o fato no corpo e.... Lá fui eu ver se me atinava! xD

Confesso que acordámos um pouco tarde. De todos os modos, graças ao meu talentoso GPS, chegámos a tempo e horas e encontrámos um lugarete para o carrete mesmo à porta do evente. Chovia como pequeninos potes de barro e lá fomos nós, com as peças do fato ainda por vestir e o meu cenário (uma caixa de cartão que, no passado, serviu para transportar ração para pequenos animais domésticos). À porta, após pequena fila, constatamos que não existe à vista uma lista de convidados e que, por isso, ninguém sabe se eu posso entrar sem pagar ou não.

Chovia, pois. Chovia e então eu irritei-me e dei os dez paus para a mão dos jovens da bilheteira e recebi a mais chunga das pulseiras de papel plastificado. Informei-os de que seria interessante saberem alguma coisa sobre os participantes dos concursos, mas procedi a entrar sem mais reclamações.

Entrada, busquei algum tipo de dado sobre o concurso em que iria participar. Perguntei às várias queridas pessoas dos meus conhecimentos, mas ninguém sabia nada. Então, achei uma voluntária, que me informa da localização do auditório e, também da localização dos balneários. Vazios, acabo de vestir o fato e vou em busca de um lugar onde possa deixar os meus objectos, cenários e props em geral. 

Encontro outra voluntária que, caridosamente, me informa que não sabe nada mas que pensa que posso deixar tudo no bengaleiro. Paga-se o bengaleiro? Pois, claro que se paga! No meu choque, o choque de uma participante que tem de pagar para guardar uma caixa de cartão e uma maçã, decidi com o Qui que íamos deixar a caixa nos balneários, em cima de um armário, a fingir que fazia parte do cenário.

E, portanto, procedemos a pesquisar o evento.

Trata-se de um evento de diminutas dimensões, mas com uma grande variedade de ofertas. De certa forma, senti que o espaço poderia ter sido melhor aproveitado se mais partes da escola tivessem sido utilizadas. Da forma como estava, as bancas diluíam-se umas nas outras e, por vezes, tornava-se difícil distinguir quem era quem e quais os limites de cada um. Assim, o evento limitava-se a um longo corredor com bancas de artistas (que são bons artistas), com um pequeno espaço de convívio (que, à nossa chegada, estava bastante vazio) e uma sala de workshops.




De todos os modos, não podemos negar que o que era oferecido era bastante diferente do habitual. Com comidas variadas, incluindo uma família coreana com suas comidinhas caseiras, um espaço de jogos que reunia tanto os retro como os mais actuais, um espaço exterior... Tinha tudo para correr bem. Não vi a sala de workshops, infelizmente, pois acabei por não assistir a nenhum. Gostaria de ter ido ao workshop dos The Forge Cosplay, mas não cheguei a horas. De todos os modos, soube que esse primeiro workshop se atrasou um pouco, o que é uma coisa que a organização deve rever no futuro. 

Quanto ao auditório, era uma estrutura bastante infeliz. Para começar, não tinha um palco. Mas, mesmo ao nível do chão, as coisas podem ser melhor localizadas e focadas. Por exemplo, disponibilizar mais cadeiras para o público e organizá-las em anfiteatro ou, pelo menos, meio círculo. Remeter o espaço a ser utilizado à limitação das colunas e ecrã, em vez de o prolongar e, assim, retirar o foco ao que está atrás. E o grande problema do excesso de luz, que não permitiu ver os vídeos. Penso que poderiam ter usado outra zona da escola como auditório, o que é mais uma coisa a considerar. ;)


Fomos andando e conversando com as queridas e variadas pessoas. Com grande pena minha, gastara o meu dinheiro todo a comprar os bilhetes para entrar e, por isso, nem numa rifa me podia arriscas :< Perdão às meninas da banca onde sempre compro a rifa, mas nem um eurico tinha para amostra D: Observando atentamente as bancas dos artistas, que são bons artistas, não posso deixar de constatar algo que me parece bizarro. Com isto, quero referir-me à quantidade macroscópica de fanart de jovens coreanos que cantam (?) e dançam (?) em bandas (?), sendo que muitas dessas fanartes os mostravam em intimidades e tudo o mais. Nada contra fanart com intimidades entre gajos giros, mas o que me faz verdadeira confusão é quando os gajos giros existem mesmo na realidade. Acho bizarro fazer fanart erótica de pessoas que existem mesmo... :/ Talvez eu esteja desactualizada, não me liguem nenhuma. :p

No meio disto tudo, encontrei uma banca, da Anihome (acho) que estava a fazer um quizz de anime. Fui tentar a minha sorte. Afinal, com a quantidade gargantuesca de animes que vejo e vi, alguma coisa haveria de saber. Errei duas em três ;D Errei o estúdio do Sword Art Online (anime que eu mal recordo, por sinal) e errei o ano de Sailor Moon. Sei que é a data que está no MAL, mas mesmo assim acho que está MAL. :3 Não curti muito da atitude do pessoal satélite que lá estava, que dizia coisas como "se seguires a página ficas a saber estas informações". Certamente que, meu amiguinho, saberás que se eu quisesse saber as informações não precisaria de ir à vossa página, né? ;)  Curti também de responder ao inquérito meio absurdo que tinham lá, com perguntas como "quando começaste a ver anime?". Como é que alguém sabe quando começou a ver anime? Qual é o primeiro anime de uma pessoa? É quando se saca um da net? Quando se vê com legendas? E nós, as pessoas antigas que não tinham net? Enfim, eu respondi "anos 90", porque acho que foi aí que comecei a ver anime. Afinal trata-se de uma parte muito integrante da minha vida. Nunca pensei que fosse importante quantificar a longevidade dessa parte da vida. :/

Aproximava-se a hora do concurso de cosplay e, por isso, lá fui para o pretenso auditório em busca de informações. Separei-me do Qui por longos tempos (ele esteve a jogar Castlevania enquanto eu vegetava -__- ) e aproveitei para actualizar conversetas com mais pessoas de elevada beleza e inteligência e tirar fotografias às mesmas. Questionávamo-nos sobre quando começaria o concurso, sobre quando chegaria a nossa vez, sobre todos os elementos inerentes - naturalmente - a um concurso. Mas ninguém sabia nada. Nem um voluntário sabia uma informação e não havia membro da organização que estivesse presente com esta. Acabou por ser a Manon, membro do júri que nos iria avaliar, que encontrou a solução para os problemas através das suas fichas de avaliação.

No meio desta desorganização suprema, ficámos a saber que o concurso não tinha apresentador e que, por isso, escolheram uma moça. Ora, sem descrédito para a moça, foi a pior apresentadora de sempre que vi num concurso de cosplay. De sempre. Obrigou os cosplayers a apresentar-se e ainda a dizer coisas que denotavam a nossa falta de paciência (a minha estava na ponta das minhas oorelhas, diga-se), sob o pretexto de que não entendia a letra do papel que tinha (porque é que não tinha uma coisa impressa?). Não motivou minimamente o público a participar e interagir. E, no geral, não se percebia nada do que dizia. Portanto, moça, se para o ano quiseres apresentar o concurso peço-te que pratiques um pouco. Teríamos todos passado vergonha se não estivesse toda a gente tão na boa, a sério...

Quanto ao que fiz... Falar do que fiz é bom, né? Bem, eu fiz um dos sukitos que sempre tinha sonhado para esta personagem, a Holo, de Spice and Wolf. Queria fazer algo sobre libertação, fuga e encontro, com a música do final da série. Penso que correu tudo bem e as pessoas ficaram satisfeitas e bem dispostas, que é o mais importante! =D Gostei mesmo muito de fazer este skit e fiquei muito surpreendida com o prémio que ganhei! "Melhor utilização dos materiais", wowowowowowowowow =D =D =D =DDDDD

Se quiserem ver o meu sukito e os das outras pessoas (o Qui gravou), mantenham-se atentos à minha página no Facebook e ao meu canal do Youtube, pois irão acontecer coisas neles. :)

Ah sim, o meu sukito favorito foi o de Gintama vs YoI, matei-me a rir enquanto comia o meu prop. <3 Aliás, conforme lhes disse, foi o tipo de skit que fiquei com inveja de não ter sido eu a pensar e a fazer, hahaha! ;)

No meio disto tudo, penso que gostariam de ver 

FOTOFOTOSDELINDASGENTES







 Super simples e super original!


 Estivemos montes de tempo à conversa sobre os avessos das armaduras xD Vai moça, tu consegues! =D

 Belos naites sim sanhora!

 Pessoainhas todas malucas a dançar, weee! =D








EDIT FANTÁSTICO

No meio das reclamações todas esqueci-me completamente de dizer algo muito importante: no final do evento, após a Ana-san (que tinha dado um workshop) ter falado à organização, DEVOLVERAM o valor do bilhete. Ainda foi um tempo de espera, em que a moça chefa dos voluntários me explicou algo sobre os voluntários, que há-de correr melhor para o ano, mas tive CINCO AÉRIOS de BOLTA. =D

Obrigada <3


Em jeito de conclusão, não posso negar que tenha sido um evento divertido. Foi, foi divertido e falei com montes de gente gira e fiz montes de coisas giras (até aquelas que me desagradaram um pouco, até essas foram giras ;) ). No entanto, ainda existem muitos aspectos que têm de ser melhorados para que a quarta edição seja um estrondoso sucesso. E vocês conseguem! =D

Portanto, obrigada pelo dia e... Até para o ano! =D