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23.5.18

Countdown to Heaven

Detective Conan: Countdown to Heaven
Suwa Michihiko - TMS Entertainment
Anime - Filme
2001
5 em 10

Mais um filme de Detective Conan, desta feita o quinto. Até agora, o que mais me desapontou, considerando que todos me têm desapontado.

Conan e os seus pequenos amigos enfrentam um perigoso assassino que deixa pequenas taças partidas ao pé das suas vítimas. Enquanto isso, poderão correr outros perigos com inimigos antigos. Tudo óptimo até aqui, mas a realidade é que em termos de argumento este filme é muito simplista e mesmo simplificado. O mistério pode ser difícil de resolver, mas a forma como é resolvido é extremamente infantil, isto par anão dizer que é "básica".

Este filme falha também na componente artística. Embora tenhamos de considerar a sua idade, a qualidade da animação é muito fraca e com um valor de produção mal utilizado. As poucas cenas de acção têm muitos erros, sendo que o mesmo acontece nos próprios designs.

Musicalmente, é um anime quase sem conteúdo.

Portanto, é mais um filme a evitar. Uma pena, porque no fundo estava contente por ver Detective Conan: uma amiga de há muitos anos num jogo online muito antigo, havia-mo sugerido, hahaha ;)

Kuroshitsuji II

Kuroshitsuji II
Ogura Hirofumi - A-1 Pictures
Anime - 12 Episódios + 6 Specials + 10 + 2 OVA + 1 Filme
2010
6 em 10

Conforme foi calhando na minha nova lista ptw, foi altura de ver este anime. Na verdade, este post refere-se a Kuroshituji II, que classifiquei com 5 (4 os specials) e os vários Books: Book of Circus, Book of Murderer e Book of the Atlantic, classificados com 6. Embora o Circus seja um pouco melhor que os outros, temos de admitir. Portanto, irei falar da experiência como um todo.

E a experiência como um todo é terrível. Uma isca para fujoshis com tendências shota, temos miúdos e adultos envolvidos em situações horríveis e sanguinolentas, envolvendo vários momentos assustadores com monstros, zombies, bonecas e outras fantasias típicas deste género de anime.

Os personagens sofrem um desenvolvimento errático. Se existem momentos que se tornam progressivamente mais interessantes, acabam por voltar atrás e falhar rotundamente quando caem num estereótipo típico de infelicidade e injustiça social, o que não deixa de ser absolutamente previsível.

Em termos de animação, a qualidade é um pouco fraca comparativamente a outros animes do género, com alguns erros de anatomia e um uso de cenários digitais pouco apropriado ao contexto. Também os designs são desadequados para a época, o que já era um problema da primeira season.

Temos uma banda sonora cativante, com muito rock e visual kei, mas que não fica na memória.

Portanto, um anime que eu escusava de ter visto. Mas pronto, agora já está.

Perguntem a Sarah Gross

Perguntem a Sarah Gross
João Pinto Coelho
2015
Romance

Recebi este livro pelo BookCrossing, através de um longo ring que já se vinha prolongando por algum tempo. Eu fui a última mas, mesmo assim, peguei logo no livro. Lê-se bem, mas.... Há sempre um mas, não é?

Para começar, este livro é passado num ambiente que parece tão pouco familiar como inverossímil: a escola americana, escola privada cheia de idiossincrasias. No entanto, todas elas, assim como o mapa da escola e como as personagens que vão aparecendo, acabam por ser absolutamente desnecessárias ao desenvolvimento da história. O autor atira para todos os lados: quer falar do holocausto, quer falar do racismo, quer falar de perseguidores sexuais e pedofilia. No entanto, não é capaz de se focar em um dos temas e explorá-lo em detalhe, sendo que todos os caminhos se concluem em lado nenhum.

Como se a passagem pela escola e o encontro de todos os personagens tenha sido indififerente!
 
 De resto, o livro foca-se bastante nos terrores e horrores do holocausto nazi. A recolha destas experiências e a tentativa de as colocar em papel foi bastante mal sucedida, porque a forma de escrever bem humorada retira muito do factor pânico das situações. Para além disso, há uma sucessão de cenas cada vez mais melodramáticas e muito foleiras (tocar violino no funeral?) que tiram o realismo da história e afastam-na para uma fantasia cinematográfica mal adaptada ao fundo literário.

Portanto, um livro que se lê bem mas que não é especialmente bom. Agora, penso que  regressará a casa :)

13.5.18

Gintama: Porori-Hen

Gintama: Porori-Hen
Fujita Yoichi - Bandai Namco Pictures
Anime - 12 Episódios + 12 Episódios + Alguns OVAs e Specials
2017
5 em 10

Na tentativa de compeltar a minha nova PTW (que, para quem não sabe, consiste no Top 400 do MyAnimeList), fui ver algumas seasons e episódios soltos de Gintama que ainda não tinha visto. Este comentário inclui todos eles.

Porque, realmente, o que há mais para dizer sobre Gintama? Os personagens continuam exactamente iguais, talvez com menos piada do que ao início porque os seus tropes nunca mudam. Sempre o mesmo tipo de piada para cada um dos personagens e sempre o mesmo tipo de resposta para cada situação. A narrativa, que se faz passar por séria de vez em quando, aparenta começar muito bem e depois descai para a piada escatológica de espadas enfiadas analmente.

Questiono-me porquê esta divisão em seasons e episódios se não há qualquer distinção puramente factual entre todos os episódios desta série. Se nos primeiros 300 episódios havia algo de muito bom, algo de realmente genuíno, à medida que a série continua nota-se uma incapacidade de inovar e de se transfigurar, tornando-se os episódios numa repetição sempre constante das mesmas dicas e das mesmas referências.

No fundo, no fundo, Gintama tornou-se uma seca. Não gosto mais.



Mandingo

Mandingo
Kyle Onstott
1957
Romance

Este foi um livro que o Qui encontrou perdido na casa dos pais. Num acesso de piedade, trouxe-o para que eu o lesse. E foi o que fiz.

Apesar do livro se chamar "Mandingo" e de ter o subtítulo "Paixões Escaldantes", trata-se de uma narrativa quase inteiramente dedicada ao jovem fazendeiro que faz criação de escravos para venda e troca. O livro é, então, mais um manual de criação de seres humanos para consumo do que um romance propriamente dito.

O livro fala de coisas terríveis, mas de uma forma tão obsoleta que acabam por se tornar irrelevantes. a população negra que habita este livro não aparenta ter qualquer tipo de sentimento ou personalidade senão os mais básicos traços de um mamífero, sendo que os outros personagens nem os consideram seres humanos "a sério". Apesar de tocar em diversos temas relacionados com a escravatura, desde o comércio em lotes às lutas até à morte entre escravos, o foco principal nunca é o negro enquanto pessoa: é antes o dono enquanto personalidade.

As paixões escaldantes acontecem apenas nos finalmentes do livro, assim como os maiores acessos de violência. São tão inusitados, estes, que em vez de causarem pena causaram-me um acesso de hilaridade.

De resto, é uma edição terrível cheia de gralhas e uma escrita que se perde em detalhes inúteis e nunca retoma o foco na história principal. Penso que terá sido um livro muito famoso, mas qvá-se lá saber porquê.

Aoi Hana

Aoi Hana
Yamamoto Kouji - J.C. Staff
Anime - 11 Episódios
2009
6 em 10

Mais um anime sugerido pelo clube. Este, um pouco diferente do habitual.

Fumi é uma rapariga tímida e alta que, no passado, teve um desgosto de amor. Agora que entrou na escola secundária, vai juntar-se a um clube em que irá conviver com muitas outras raparigas, incluindo a sua amiga de infância e uma senpai simpática. E, no meio de cenários e bandolinas de um clube de teatro, irá encontrar um novo amor.

É um anime romântico, sob a perspectiva unicamente feminina, muito calmo e contido. O desenvolvimento do romance não varia de qualquer outro anime do género que tenhamos visto, mas temos personagens bastante coerentes e pouco emocionais, o que dá uma certa aura de "adulto" a todo o conceito. Falamos directamente sobre a homossexualidade feminina, o que é algo um pouco raro em anime, mas apesar de tudo penso que o assunto poderia ter sido explorado em mais detalhe. Ainda assim, a abordagem naturalista que é feita é bastante satisfatória.

A arte é igualmente simples, com designs bastante básicos e nada de especialmente belo. É umn anime que recorda os clássicos shoujo dos anos 70, mas sem a superprodução visual destes. Não existem grandes cenas de acção que permitam demonstrar a animação mas, no geral, está tudo bem aproveitado.

Também a música passa desapercebida, quase não se notando que existe uma banda sonora digna desse nome.

Um anime que é tão simples que acaba por cair no esquecimento. Uma pena, porque tinha potencial.

Hand Shakers

Hand Shakers
Suzuki Shingo - GoHands
Anime - 12 Episódios
2017
4 em 10

Sempre que me dizem que um anime é muito mau, eu não consigo descansar até encontrar uma forma de dizer às pessoas que não é assim tão mau. Mas há casos em que as pessoas têm razão. E Hand Shakers é um deles, para grande pena minha.

Sou sincera quando digo que este anime me causa pena. Isto porque a intenção de o fazerem, de o porem no mundo e dele passar na televisão, a intenção era boa. Era para ser um bom anime de acção, um shounen com boas lutas e umas raparigas giras. Infelizmente, está tão mal executado que não consegue cumprir com nenhumas das suas propostas.

Por alguma razão e por nenhum objectivo concreto, um rapaz vê-se de mãos dadas com uma rapariga e não a pode soltar. Juntos, terão de lutar contra outros "hand shakers". Porquê? Não se sabe exactamente. O objectivo é, dizem eles, encontrarem-se com deus. Mas para quê? Qual a vantagem de nos encontrarmos com o divino? Quero dizer, directamente. Há brindes ou algo?

Com grandes discursos plenos de palavras em latim, estes personagens vão lutando uns contra os outros e fazendo amigos com raparigas jeitosas e os seus hand shakers. A animação, toda em 3D com cell shading, é simplesmente terrível. Os movimentos dos personagens não têm peso nem consistência e os seus poderes estão sempre a variar. Já para não falar das maminhas rotativas!

E, no fundo, o principal problema é que todo o anime parece o preliminar de um filme pornográfico. A qualquer momento parece que as personagens vão todas tirar a roupa e fazer o amor.

Salva-se, no entanto, a banda sonora. As peças são boas e gostei sobretudo da ED (que, infelizmente, não encontro para sacar... Halp?). Apenas estão mal utilizadas em todas as ocasiões.

Mas vá, que o anime não é assim tão mau. Não arranquei os olhos enquanto o via, já é uma vantagem.